O zinco é um mineral que desempenha um conjunto diversificado de papéis na saúde humana. É um componente necessário para grande parte das atividades em nossas células, incluindo a síntese do DNA e das proteínas.
Ele também apoia a função imunológica, crescimento, desenvolvimento do corpo e cicatrização de feridas. Como os minerais não podem ser produzidos pelo organismo, é importante que o zinco seja obtido de forma apropriada em nossa dieta. O zinco é encontrado em uma variedade de alimentos de origem animal e vegetal e também pode ser encontrado de forma isolada em suplementos dietéticos e como ingrediente em pastilhas para a garganta, destinadas a reduzir os sintomas do resfriado comum.
Embora a deficiência seja relativamente rara nos países desenvolvidos, certas populações correm o risco de não consumir zinco suficiente, o que pode se manifestar como atraso no crescimento de crianças e adolescentes, problemas de fertilidade, diarreia, irritabilidade da pele, aumento do risco de doenças infecciosas e recuperação lenta de feridas. Vários grupos populacionais estão em risco de deficiência, incluindo pessoas desnutridas ou com dificuldade em absorver nutrientes do trato gastrointestinal (como pessoas com doença inflamatória intestinal ou celíaca), mulheres grávidas e que amamentam, vegetarianos e veganos e pessoas que abusam do álcool.
A suplementação de zinco também tem sido associada à redução da duração do resfriado comum, embora esses efeitos possam variar de pessoa para pessoa e uma dose ideal de zinco não foi determinada.
Nosso organismo não pode produzir nem armazenar zinco, por isso é fundamental que o possamos recebê-lo por meio dos alimentos em uma base consistente. As National Academies of Sciences, Engineering and Medicine estabeleceram Dietary Reference Intakes (DRIs) (Ingestão Diária Recomendada – IDR) para o zinco, e essas Recommended Dietary Allowances (RDAs)(dose diária Recomendada – DDR) diferem por idade, sexo e estágio da vida.
Adolescentes e adultos geralmente têm necessidades de zinco mais elevadas em comparação com mulheres da mesma idade; No entanto, mulheres grávidas ou amamentando têm uma necessidade maior de zinco para garantir o crescimento e o desenvolvimento adequados da criança e apoiar a saúde da mãe. Não há pesquisas disponíveis suficientes para apoiar uma RDA para lactentes em idade de 0 – 6 meses, assim, uma ingestão adequada (AI) foi definida com base na quantidade de zinco comumente encontrados no leite materno humano.
O zinco é encontrado naturalmente em uma variedade alimentos de origem animal e vegetal. Ele também pode ser adicionado a alguns alimentos e encontra-se disponível como suplemento dietético. Pães, cereais matinais e outro grãos são exemplos de alimentos enriquecidos com zinco. Certos tipos de frutos do mar, como ostras, caranguejo e lagosta, são particularmente ricos em zinco, mas carnes vermelhas e aves são os que mais contribuem para a ingestão de zinco nos Estados Unidos, uma vez que são mais comumente consumidos.
Dietas vegetarianas e veganas podem ter baixo teor de zinco devido à falta de proteína animal. Além disso, os fitatos que são compostos naturalmente encontrados em alimentos de origem vegetal como as leguminosas, cereais e hortaliças, podem restringir a biodisponibilidade do zinco. Portanto, devem ser incluídos mais alimentos fontes e ricos em zinco nas dietas veganas e vegetarianas.