
A procura por farelo de soja, especialmente pelos setores de avicultura e suinocultura, sustentou os preços deste subproduto na primeira quinzena de agosto. Entre 31 de julho e 15 de agosto, os preços do farelo de soja avançaram 3,6% na média das regiões acompanhadas pelo Cepea.
Nesta linha, o USDA indica que o consumo de farelo de soja no Brasil deve ser o maior da história do País. O consumo doméstico é previsto em 18,131 milhões de toneladas na safra 2018/19 (2,37% acima do registrado na safra 2017/18) e 18,95 milhões de toneladas na temporada e 2019/20 (4,52% superior ao anterior). Os estoques finais devem ser de 3,359 milhões de toneladas na safra 2018/19 (-17,3%) e de 3,185 milhões de toneladas na 2019/20 (-5,2%).
Além da maior procura interna, a alta nos preços está atrelada à valorização da matéria-prima, visto que o remanescente da safra 2018/19 de soja no Brasil é baixo e está competitivo entre indústrias brasileiras e compradores externos. Isso porque a valorização cambial (US$/R$) e o desacordo comercial entre os Estados Unidos e a China têm atraído importadores para o Brasil. A moeda norte-americana registrou forte aumento de 5,1% na primeira quinzena de agosto, a R$ 3,9930 no dia 15.
As exportações de farelo de soja, por sua vez, estiveram mais lentas na primeira quinzena de agosto. Segundo dados da Secex, considerando-se 12 dias úteis, a média diária de embarques do derivado está 5,6% inferior à de julho/19 e 2,86% menor que a registrada em agosto/18.
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