
Um dos grandes desafios do mercado alimentício da atualidade está no atendimento de grupos específicos de consumidores. Pensando nisso, alguns pecuaristas já desenvolvem projetos especiais para atender o mercado de pessoas com alergia ao leite.
Apostando no melhoramento genético, foi feito um cruzamento com gado holandês – comum entre as raças zebuínas produtoras de leite – dando origem ao sindolando, um animal com muito potencial leiteiro e que, assim como o sindi, produz uma quantidade acima da média de leite tipo A2, conhecido por não causar alergia e ajudar na prevenção de diabetes e problemas cardíacos. É importante destacar, no entanto, que o leite A2 não é indicado para a intolerância à lactose, que pode ser confundida com a alergia ao leite de vaca.
Todos os animais produzem leite do tipo A2, mas o diferencial dos animais sindi e sindolando é que possuem maior probabilidade para a produção desta variedade. A raça sindi tem uma porcentagem de 85% a 90% na produção de A2. Algumas raças produzem mais o A1, que é o leite mais consumido de maneira geral.
O diferencial evidente em relação aos demais zebuínos é o fato da raça possuir porte mediano, com uma carcaça extremamente revestida e convexa. Com ossatura mais fina, o animal possui costela profunda, com um pescoço mais curto e largo.
Este animal foi desenvolvido há mais de 6 mil anos em uma área praticamente desértica chamada Sind, no atual Paquistão, mas que fazia parte do território indiano. Essa região é árida e montanhosa, por isso o animal desenvolveu coxas largas e garupa muito forte. Em seu local de origem, o sindi tinha que enfrentar as altas temperaturas do dia e o frio do deserto no período da noite. Por este motivo, é considerado um gado muito adaptável.
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