
O último trimestre do ano foi o terceiro consecutivo com contração de consumo (-0,9%) e pela primeira vez em 10 anos o setor não cresceu (0,1%).
Os domicílios abandonaram algumas categorias “supérfluas”, representando ao redor de 20% de seu gasto. Esta é a margem que precisam reduzir, e Bebidas e Laticínios foram os setores mais castigados. Refrigerantes, uma categoria extremamente forte para o domicílio latino, perdeu penetração em quase todos os países.
Os latinos estão comprando a mesma quantidade – mas comprando de forma diferente. Marcas próprias vêm ganhando participação ano após ano na Colômbia e na América Central. As marcas líderes ganharam 10 pp em participação na Argentina em 3 anos. As marcas premium perderam 2 pp de sua participação em Alimentos e Laticínios em 3 anos. Os atacadistas alcançam sua participação histórica e os formatos de proximidade, como Lojas de Desconto e Minimercados foram os que mais cresceram.
Os shoppers vão menos vezes ao ponto de venda, uma tendência generalizada na região, na qual aumentam os intervalos entre as compras, resultando em menos pontos de contato físicos entre marcas e shoppers.
A maioria dos shoppers (56%) é de baixa renda e um terço das donas de casa dos domicílios são Millennials. A inclusão destes domicílios é chave para o crescimento das marcas. As marcas devem se tornar acessíveis e “pagáveis” para este segmento, que frequenta o canal tradicional em seus mais diversos formatos.
2018 foi um ano excelente para cervejas, que conquistaram quase 3 milhões de domicílios latinos.
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