
Esta declaração fomentou ainda mais uma questão já mencionada entre a maioria de analistas estrangeiros nas últimas semanas: fusão entre as duas empresas, criando uma nova força global no varejo no mundo.
Isso porque circulam informações no mercado de que o grupo Carrefour estaria considerando a hipótese de fusão a um grupo de varejo com força maior em operação on-line. A questão envolvendo Fnac e Carrefour tem sido ponto central de relatórios de analistas estrangeiros e ganhou força depois que Alexandre Bompard, ex-presidente da Fnac, assumiu o cargo de CEO global do Carrefour. Ele está no comando há 45 dias.
Desde o dia 25 de agosto, os papéis do Carrefour têm registrado queda na bolsa de Paris, mantendo-se num patamar de preço abaixo de € 20. No início de setembro registrou a menor cotação dos últimos cinco anos, após publicação de resultados semestrais, quando o grupo revisou para baixo a previsão de vendas para 2017.
A atual guerra por mercado no varejo francês, que tem reflexo nas vendas, está afetando as ações. E a desvalorização dos papéis estaria obrigando investidores a arcar com “chamada de margem”, ou seja, despesas relativas a empréstimos feitos junto a corretoras.
Fonte: Valor Econômico