
A alimentação é um ramo essencial à sociedade, o que possibilita ao setor lidar com a crise econômica com criatividade para inovar em modelos de negócios sustentáveis. Desta forma, um modelo que vem despontando no ramo de alimentos como tendência de negócio é o Store in Store.
O termo tem origem na língua inglesa e, traduzindo literalmente, significa “loja dentro de loja”. Isso porque, conceitualmente, refere-se a uma loja que concede espaço dentro do seu estabelecimento para o funcionamento de outra loja, gerando pontos de vendas. No Brasil, essa prática é evidenciada com frequência em supermercados dentro dos quais o consumidor encontra outras lojas, como: chaveiros, farmácias e lojas de roupa.
A tendência de comercialização de produtos alimentícios no modelo Store in Store possui diversos formatos, tais como:
- Ponto de venda em mais de uma franquia: alguns empresários preferem abrir duas marcas de franquias de alimentos juntas, com o objetivo de diminuir os custos fixos, principalmente. A exemplo do Grupo Trigo, que uniu as marcas Domino’s e Espoleto para dividir espaços em pontos comerciais, atraindo mais clientes e dividindo os custos com locação.
- Alimento e Cultura: ponto comercial de alimentos dentro de um estabelecimento cultural ou de entrete- nimento. Um exemplo é o Cristóvão Café & Bistrô, no Museu de Arte do Rio (MAR).
A ideia de aliar um passeio cultural à gastronomia possui uma excelente aceitação pelo público, isso porque o momento de entretenimento é relaxante, assim como deve ser o momento prazeroso da alimentação. Desta forma, visitar um museu e tomar um café, almoçar ou apenas fazer um lanche, são programas agradáveis que combinam e podem motivar o público a retornar.
Estar geograficamente no mesmo local facilita a logística dos dois programas, uma vez que um acaba sendo a extensão do outro, o que prolonga o tempo dos clientes nos estabelecimentos e aumenta as chances de maior consumo. Além de serem locais muito agradáveis, tornam as duas experiências mais marcantes.
Benefícios
- Prolonga o momento de lazer, aumentando a satisfação das pessoas;
- Aumenta o consumo nos estabelecimentos;
- Possibilita aos empresários a otimização de recursos financeiros, principalmente nas despesas fixas;
- Otimiza a capacidade ociosa do estabelecimento;
- Leva o mesmo uxo de clientes para os dois locais. Para isso, é interessante que o empresário analise a trafegabilidade de pessoas no centro cultural pretendido;
- Traz segurança, tanto para clientes como empresários, pois, em geral, estes locais são referências culturais, patrimônios da cidade, que contam com a segurança já prevista para a região;
- Fideliza o cliente, pois, se ele já frequenta o estabelecimento cultural, tem grande potencial de vir a ser um cliente assíduo da loja alimentícia e vice-versa.
Fonte: Sebrae Inteligência Setorial
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