
A fabricante norte-americana de chocolates Hershey’s, que um ano atrás desfez a parceria com a Bauducco para a distribuição de seus produtos no Brasil, encerrou 2016 com crescimento de 18% no País. Apesar de avançar três vezes acima da média do mercado, a meta de triplicar a receita para R$ 1 bilhão até 2020 ficou para mais adiante. A recessão e a disposição menor para aquisições tornarão a expansão mais moderada que o previsto.
“Temos meses duros pela frente. A redução de renda e a inflação são determinantes para o consumo de chocolate e os desafios continuam os mesmos de 2016″, diz Marcel Sacco, diretor-geral da Hershey’s no Brasil.
Para cumprir a meta de receitas de R$ 1 bilhão, a Hershey’s teria de crescer 25% ao ano. Além de uma economia mais saudável, o plano contava com uma aquisição e, neste momento, isso é carta fora do baralho.
A consultoria Euromonitor estima que o mercado de chocolates crescerá 0,3% em volume e 1,2% em valor por ano até 2020. Segundo a Nielsen, as vendas da Hershey’s cresceram 21,9%, em valor, em 2016, enquanto a categoria de chocolates teve alta de 5,7%. Em volume, a americana avançou 5,8% – o setor recuou 10,4%.
A Hershey’s diz ter alcançado a terceira posição no segmento de barras acima de 100 g, ampliando sua fatia no mercado. Considerando-se todos os produtos, ela está praticamente empatada com Cacau Show e Ferrero, mas bem atrás das líderes Nestlé e Mondelez.
Dona de um faturamento global de mais de US$ 7 bilhões, as vendas no Brasil somam R$ 402 milhões, segundo a Euromonitor. No mundo, a Hershey’s é a quinta maior, com 7,2%, atrás de Mars (14,4%), Mondelez (13,25%), Nestlé (10%) e Ferrero (9,5%).
Fonte: Valor Econômico
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