
Pesquisadores do Centro de Investigação Biomédica em Fisiologia da Obesidade e Nutrição de Valência, Espanha, puseram por terra a associação entre produtos lácteos e o aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Estudos anteriores, baseados na memória do paciente sobre sua dieta, ofereciam resultados contraditórios.
Mas na pesquisa conduzida pelo centro espanhol, os cientistas identificaram um método para medir o consumo de leite e produtos lácteos que vai além dos tradicionais questionários e entrevistas.
A equipe de cientistas descobriu um biomarcador nutricional específico, ou proxy genética – o gene MCM6 (the minichromosome maintenance complex component 6) – que mede objetivamente a ingestão de comida sem depender de informações fornecidas pelo paciente.
Usando a proxy genética identificada, os pesquisadores puderam avaliar com precisão o consumo de lácteos e os biomarcadores de doenças cardiovasculares de 20.031 pacientes.
As amostras de sangue foram sujeitas a análise genômica de largo espectro.
Além da contribuição da descoberta de um marcador genético confiável para a ingestão de produtos lácteos, o estudo também pôs fim à polêmica ao não constatar associação significativa entre a ingestão de produtos lácteos e o aumento dos fatores de risco cardiovascular, incluindo colesterol, triglicérides e glicose.
Texto: +Bio
Fonte: New Food Magazine
Pingback: Afinal, o que quer o consumidor? | + Bio
Pingback: Aumento das importações brasileiras de lácteos | + Bio
Pingback: Será que o leite de origem vegetal pode substituir o leite de vaca? | + Bio
Pingback: Alterar sua dieta em pequenos detalhes pode render mais anos de vida | + Bio
Pingback: O impacto da alimentação em mulheres na menopausa | + Bio
Pingback: Nozes e castanhas fazem muito bem ao coração, diz estudo | + Bio
Pingback: O consumo de leite é associado a menor chance de doenças cardiovasculares, entenda como | Blog +Bio