
O IPS (Índice de Preços dos Supermercados), calculado pela Apas/Fipe, teve alta de 2,2% em 2015. Em um ano, a variação alcançou 9,77% e, no acumulado de janeiro a novembro, 9,51%.
A categoria que apresentou maior crescimento em novembro foi de alimentos in natura, com 7,6%. O principal reajuste foi o da cebola e da batata, com 26,81% e 29,38%, respectivamente. “Esses itens tendem a sofrer variações diante de um cenário de redução dos preços nos últimos meses, que diminuiu o incentivo ao aumento da área plantada e deve acarretar em menor disponibilização da oferta dos produtos, pressionando os preços a subirem”, afirma Rodrigo Mariano, gerente de Economia e Pesquisa da Apas (Associação Paulista de Supermercados).
Os produtos semielaborados (carnes, leite e cereais) também sofreram aumento de 1,46% em novembro. Essa variação foi impactada pela alta da carne suína, que cresceu 3,67%. O produto teve o consumo impulsionado pelos reajustes na carne bovina.
Os itens industrializados foram impactados pela alta do adoçante (11,93%) e do óleo (3,24%) e teve variação de 1,81% no mês passado. A alta do preço do açúcar é o resultado de grande demanda e pouca oferta da cana-de-açúcar no mercado interno, que eleva preços. O aumento do óleo tem origem na alta do dólar, que deixa o óleo de soja mais competitivo no mercado externo e reduz a oferta aqui dentro.
As bebidas alcoólicas cresceram 2,51%. A alta da cerveja de 2,59% e do vinho, 1,82%, é resultado do aumento da carga tributária. As não alcoólicas registram crescimento de 0,5% devido ao aumento dos refrigerantes, 0,82, e dos sucos de fruta (0,61%).
O economista da Apas afirma que, por mais um mês, a diferença entre os indicadores de preços do setor supermercadista aponta menor desigualdade e a alta será moderada. Isso porque as características de concorrência e as negociações junto à indústria resultam em preços mais competitivos ao consumidor. Contudo, o ajuste de preços vai impactar negativamente nas margens devido aos custos e despesas do setor, impactado pela inflação elevada e os expressivos reajustes neste ano.
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Fonte: Supermercado Moderno
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