Depois de ajustar para baixo, em relatório divulgado no último mês, sua estimativa para a colheita brasileira de trigo neste ano para 6,8 milhões de toneladas, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) voltou a projetar uma produção pouco superior a 7 milhões de toneladas – 17,4% maior que a do ciclo passado e, se confirmada, recorde.
A correção foi motivada pelo clima mais favorável nos principais Estados produtores – Paraná e Rio Grande do Sul -, mas o avanço previsto em relação ao ano passado também é influenciado por aumentos em Minas Gerais e São Paulo, mesmo que suas ofertas sejam bastante inferiores às dos Estados da região Sul.
Mesmo que modesta, a elevação da estimativa para o trigo colaborou para levar a 206,3 milhões de toneladas a projeção da Conab para a produção total de grãos no país na safra 2014/15. Também recorde, e mais inflado por um ajuste para cima para o milho, o volume é 6,6% superior ao de 2013/14. Em levantamento divulgado, o IBGE – que reduziu sua previsão para o trigo – passou a calcular a colheita total em 205,8 milhões de toneladas.
Como costuma acontecer desde o início da década passada, o carro-chefe é a soja. A Conab estima que a colheita da oleaginosa tenha alcançado 96,2 milhões de toneladas, 11,7% mais que em 2013/14 – outro recorde histórico. Em seguida vem o milho, cuja produção passou a ser calculada em 81,8 milhões de toneladas, 2,2% de alta na comparação.
Conforme projeções de longo prazo divulgadas pelo Ministério da Agricultura e pela Embrapa, soja e milho vão continuar puxando a produção brasileira de grãos na próxima década. O estudo prevê que, no total, a colheita alcançará 259,7 milhões de toneladas em 2024/25.

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